*Irmã Maria Vieira
Feitoza, ICP.
O ideal a que
somos chamadas.
A pro-vocação e
com-vocação de manter nossos “olhos fixos
em Jesus”, numa realidade profundamente marcada pela desigualdade social,
pela pluralidade de olhares, tal circunstância convida-nos para uma desafiadora
releitura destes vários olhares e rostos múltiplos como novos sinais do nosso
tempo. Neste tempo o CAMINHO a ser abraçado, é a certeza de que precisamos
resgatar nosso SER apartrir da instrução, “partir de Cristo” para com Ele,
Aprender a enxergar os vários rostos que se nos apresentam hoje, e qual deve
ser a nossa postura como vida religiosa consagrada. A qualidade da Vida
Religiosa Consagrada transparece e é testada, de forma especial, em suas opções
missionárias. A quem ela serve? De quem se faz próxima? Que tipo de relação
estabelece? Sabemos que a opção pelo mais pobres e excluídos continua sendo
CAMINHO EVANGÉLICO indiscutível em nossa
realidade. Foi ratificada pela conferência de Aparecida, (2007) Afirmando que
se trata de “uma das peculiaridades que marca a fisionomia da Igreja latino
Americana e caribenha, (...) está implicada na fé Cristológica” E deve
“atravessar todas as nossas estruturas e opções de pastorais.”

E por último, Para que nossos olhos não fiquem
parados em Jesus, mas com Ele possamos ver a realidade do mundo como Ele mesmo
a vê, suplicamos “olhos pascais”:
Olhos capazes de ver além...
Olhos que vislumbrem:
A
vida para além da morte,
O perdão para além da culpa.
A
unidade para além da divisão.
Olhos capazes de ver:
No
rosto humano – o rosto de Deus.
No rosto de Deus – o rosto humano.
Dá-nos Senhor,
A força pascal da Vida Nova.
Que
brota da tua Ressurreição.
Amém!
(Klaus Hemmerle)